segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O aumento da passagem e o financiamento de campanha




A cidade do Rio de Janeiro acordou em 2012 com a desagradável notícia de que o preço das passagens de ônibus aumentaram de $ 2,50 para $ 2,75. Um amento que por si só já é abusivo por estar bem acima da inflação se torna mais revoltante ainda quando sabemos que o altíssimo preço (a elitização do Rio de Janeiro deve ser tópico de outra postagem em breve por aqui) não se reflete em uma boa prestação de serviço. Motoristas e cobradores com baixos salários, poucas linhas e concentradas na zona sul, superlotação e acidentes são a realidade desse meio de transporte por aqui. Pensem em quantos trabalhadores e trabalhadoras pagam sua própria passagem e perdem algumas horas de seu dia de forma desumana dentro de um ônibus para poder garantir o lucro do patrão? No final da vida um trabalhador pode chegar a ter perdido meses inteiros dentro de ônibus apertados e sacolejantes. E o pior de tudo, ele pagou por isso! Transporte de qualidade não é um bem que pode ser vendido para gerar lucro, ele é um direito de todos e todas.

Por que será que que a maioria dos prefeitos são tão complacentes com as vontades dos empresários do transporte? Será que é porque eles são seus maiores doadores de campanha? Mas espera aí, se o prefeito autoriza um aumento abusivo no preço dos transportes pois o empresário financia sua campanha e se esse mesmo empresário só pode ser doador de campanha pois gastamos nosso suado dinheirinho com sua empresa de ônibus, quem está financiando campanha do prefeito (2012 tem eleição municipal minha gente!) sou eu e todos vocês! É por esse e outros muitos motivos que defendo o financiamento público exclusivo de campanha como uma das maiores armas contra a corrupção e a intervenção dos interesses privados no que deveria ser direito de todos e todas. Se você é contra o financiamento público ou ainda não possui opinião por favor leia aqui uma bela defesa que o Idelber Avelar escreveu há alguns meses para a Revista Fórum.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nota da Democracia Socialista sobre as eleições do DCE-UNB

No último dia 30 de setembro ocorreu a inscrição de chapas para a eleição do DCE-UnB. No processo foram inscritas oito chapas: Chapa 1: Junt@s Somos Mais; Chapa 2 - Para Mudar a UnB - Oposição ao DCE; Chapa 3 - Transparência, Unidade e Ação: UnB, novos ares lhe cai bem; Chapa 4 - Canto Novo; Chapa 5 - Mobiliza UnB; Chapa 6 - DCEntralizar para unificar; Chapa 7 - Democracia e Ação Direta; Chapa 8 - Aliança pela Liberdade.

No entanto, fomos surpreendidos por uma nota, assinada por “estudantes da AE, CNB, OT e outras correntes petistas”, com ataques caluniosos, oportunistas e que ultrapassam os limites da política, contra a Democracia Socialista, tendência interna do PT, e um de seus dirigentes, o secretário da JPT/DF, Gabriel Magno. As acusações são motivadas pela participação na mesma chapa que a Kizomba – corrente política do movimento estudantil na qual militam companheiros/as da DS - de um grupo de estudantes independentes que romperam com a chapa TAU.

A nota tem dois graves equívocos, repudiados por nós. O primeiro de mérito: ao contrário do que diz a nota, nós não temos relações com o DEM. A chapa que a Kizomba compõe (chapa 3) é construída por estudantes que militam no PT (na DS e em setores da CNB), na UJS e por diversos estudantes independentes. As correntes de direita estão alinhados com a chapa 8, Aliança Pela Liberdade.

Trouxemos para a nossa chapa e para o nosso programa um grupo de estudantes independentes da UnB que racharam com as correntes de direita, que estava solto no processo e que queremos legitimamente disputar. Nossa política é em defesa da Universidade Pública, Democrática e Popular, da expansão, em defesa do REUNI, da ampliação da Assistência Estudantil, em defesa das cotas, contra o machismo, a homofobia, o racismo. Nossa chapa na UnB foi construída nesses patamares. É a chapa que tem capacidade de dialogar com a maioria dos(as) estudantes da UnB e, por isso, achamos correto construir uma frente que dialoga com os estudantes da Universidade e disputar as idéias, concepções, corações e mentes.

Em segundo lugar, um equívoco grave de método. O companheiro Gabriel Magno não é estudante da UNB e nem membro da referida chapa. O Gabriel é dirigente partidário e, ao exigir que a “JPT se posicione sobre essa aliança”, os militantes que subscrevem a nota cometem um sério ataque à autonomia do movimento estudantil. Portanto, o propósito de produzir uma nota com ataques ao companheiro e transferir esta disputa do ambiente do movimento estudantil para o espaço partidário é o oportunismo, beirando ao desespero, de setores que querem fazer luta política dentro do PT e no II Congresso da JPT.

Por essas razões e para que prevaleça a verdade e a vontade dos estudantes da UnB, exigimos uma retratação pública, impedindo que esta prática, digna de tradições autoritárias que usam o falseamento da realidade como arma para disputa interna, se torne comum entre nós. Esta atitude isolada e inconsequente com certeza não tem o respaldo das direções dessas correntes, portanto, mais que uma exigência de nossa parte, é imperativo que tal nota seja desmentida.

Democracia Socialista – tendência interna do PT


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Comentários sobre a Assembleia Geral da ONU 2011 – O Hamas saiu vencedor



O que muita gente não percebe é que a negativa do conselho de segurança ao reconhecimento do Estado da Palestina e a entrada do mesmo na ONU não foi só uma derrota do sofrido povo palestino e daqueles que defendem a paz e os direitos humanos, ela também foi uma vitória do Hamas. Seu discurso fundamentalista de que é impossível negociar com Israel, seja bilateralmente ou nos organismos multilaterais, ganha força e se vê justificado. Do outro lado, a direita israelense, com praticamente total controle do governo, não tem interesse algum em buscar a paz uma vez que a mesma se mantem no poder alimentada pelo medo da população. Ela se nega a negociar e continua a expansão de assentamentos em território palestino, contrariando antigas resoluções da própria ONU. Com isso, não será surpresa nenhuma se nos próximos meses o Hamas conseguir engrossar mais ainda suas fileiras e o conflito se acirrar, o que será sempre pior para o lado palestino devido a abissal desproporção de força.

A fundamentalização do conflito tende a acelerar se as coisas continuarem nesse rumo. Setores moderados de ambos os lados estão cada vez mais isolados por não conseguirem obter qualquer vitória significativa, pelo contrário, nos últimos anos Israel já se envolveu em conflitos no Líbano, na Faixa de Gaza e ameaça frequentemente o Irã. A condição de vida na Faixa de Gaza, que já era bastante degradante, conseguiu piorar após a “operação chumbo fundido”, de 2008, e o bloqueio que se seguiu. As violações aos direitos humanos seguem sendo rotina nas regiões ocupadas e alimentando o sentimento de ódio na população. Isso tudo nos leva a uma questão que deve ser colocada: como explicar a um palestino que negociar é a melhor saída se os lados que negociam são totalmente assimétricos e, sendo assim, um dos lados (o dele) nunca consegue que seus direitos sejam minimamente respeitados?

Sem um Estado palestino não pode haver paz; sofrem os palestinos, sofrem os israelenses, sofrem os justos do mundo que se solidarizam com os que são injustiçados seja onde for. Ganham os que se alimentam da guerra, seja o político reacionário ou o empresário capitalista.

Por fim, ressalto o corretíssimo posicionamento da política externa brasileira (PEB). A presidenta Dilma, além de defender o empoderamento das mulheres, atacar as patentes de medicamentos, defender novas medidas articuladas de combate ao aquecimento global e culpar o modelo neoliberal pela crise, também defendeu veementemente o reconhecimento do Estado palestino e o respeito aos direitos humanos. Com esse discurso ela desmentiu de vez os críticos que diziam haver um rompimento da PEB do governo dela com a do governo Lula.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como seria se a mídia tratasse os cristãos da mesma forma nojenta com que trata os muçulmanos?

Há muito tempo que já se denuncia a discriminação que a comunidade muçulmana sofre ao redor do mundo. Após os atentados de 11 de setembro de 2001 esse absurdo foi levado ao extremo, e a grande mídia tem papel fundamental na construção dessa falsa imagem de que o islã é uma religião de extremistas e que prega a violência. Qualquer um que busque um pouco mais de informação sobre ações consideradas terroristas descobrirá que elas são muito anteriores ao próprio islã e nunca foram monopólio de nenhum grupo político e/ou religioso. Existem extremistas de direita, esquerda, católicos, sionistas e muitos outros. A lamentável carnificina promovida pelo jovem Anders Breivik na Noruega é uma triste forma de lembrar isso. Escrevo abaixo como seria uma nota jornalistica sobre esse atentado se a mídia tratasse do tema da mesma forma nojenta com que faz quando se trata de um muçulmano.


Oslo - No tarde de hoje, o terrorista cristão Anders Breivik abriu fogo contra uma reunião de jovens do partido trabalhista na ilha de Utoya. Adepto da ideologia ultra-direitista que tanto já matou na Europa, Andres deixou um manifesto explicando suas razões. Neste, encontra-se diversas citações de ódio racial e xenofobia. Especula-se que ele e seu grupo lutem para instaurar uma ditadura baseada nas leis sagradas de sua religião.

Especialistas em terrosismo afirmam que o histórico de violência cristã, que vem desde a idade média, ainda influência a juventude em diversos países de maioria católica, protestante ou ortodoxa. Eles também afirmam que há passagens na Bíblia, o livro sagrado cristão, que influenciam a violência contra os “céticos”.

Parlamentares noruegueses se reúnem neste momento para discutir melhorias na segurança e uma nova lei de imigração que limite a entrada de cristãos no país. Alguns padres se encontram detidos por tempo indeterminado para averiguação. Há suspeitas de que o Vaticano está servindo de refúgio para terroristas. A OTAN avalia se cabe alguma retaliação.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Seis meses do mandato popular de Robson Leite



Na últimas eleições, em 2010, mesmo estando muito ocupado finalizando minha monografia, resolvi dedicar parte do pouco tempo que me sobrava para ajudar um jovem professor novato na política a se eleger deputado estadual. Guardei as manhãs de sábado para panfletar pela zona sul e as tardes de quarta para fazer o mesmo na PUC-RIO, universidade na qual cursava minha graduação (e me arrisco a dizer que conquistei muitos votos). Isso é claro, recebendo em troca unicamente a sensação de que estava agindo de acordo com minhas crenças sobre democracia, direitos e participação pública.

O tempo me mostrou que minha decisão foi acertada. Robson Leite, aquele jovem professor, foi o sexto deputado mais votado no PT fluminense ficando com a segunda suplência. No entanto, como dois deputados do PT foram assumir secretárias no governo estadual, ele acabou assumindo o mandato e nos enchendo de orgulho com seu pouco tempo trabalho. No meio de uma ALERJ altamente conservadora e atrelada a interesse privados, Robson é um deputado comprometido com as bandeiras da revolução democrática e surgiu trazendo novos ares para a reduzida bancada de esquerda da casa.

Em respeito aos amigos e amigas que votaram porque pedi e para os que ainda não conhecem o mandato popular, mostro aqui 13 motivos para a esquerda fluminense comemorar a eleição de Robson Leite para deputado estadual.

Robson:

1- Fez uma campanha simples, com militantes voluntários como eu, sem gastar as fortunas que outros candidatos gastam por aí. O financiamento dela foi todo declarado, portanto, Robson não tem rabo preso com milícias e nenhuma outra máfia. Sua eleição foi baseada em muito debate, mobilização social e boas propostas.

2- Resgatou a tradição do PT como um partido das ruas com a prestação de contas semanal no Buraco do Lume (centro da cidade) e em Jacarepaguá.

3- Esteve do lado dos bombeiros grevistas durante a crise, sendo um dos primeiros a assinar o pedido de anistia e a defender o aumento do piso salarial da classe.

4- Está ao lado dos professores grevistas pelo justo e necessário aumento de seus salários.

5- Apresentou um importante projeto de lei defendendo a implementação do orçamento participativo (OP) no estado do Rio de Janeiro. Entenda a importância dessa lei lendo a entrevista do jornalista Rodrigo Mathias aqui. Veja Robson falando sobre OP aqui.

6- Está do lado do software livre. Ele apresentou um projeto de lei obrigando a adoção de padrão aberto de documento (ODF) nos órgãos de administração pública.

7- É presidente da comissão de cultura da ALERJ. Lá ele já realizou dezenas de audiências públicas. Ele é um defensor do programa cultura viva do governo federal, do qual faz parte o revolucionário programa pontos de cultura.

8- É contra o oligopólio da comunicação e ajudou a montar a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e da Cultura na ALERJ.

9- Luta bravamente pela aprovação do PL 2521/2009 que instaura o calendário único para os professores, facilitando assim a vida desses profissionais que geralmente possuem mais de um emprego e não conseguem tirar férias simultaneamente.

10- Pôs-se ao lado dos músicos da orquestra sinfônica brasileira (OSB), vítimas dos desmandos do maestro Roberto Miczuk que demitiu boa parte da orquestra após a mesma se recusar a passar por avaliações absurdas.

11- Aplica o conceito de mandato participativo e utiliza a internet como importante ferramenta de participação da sociedade através de seu site ou pelo sempre atualizado twitter.

12- Propôs um PL que proíbe as garrafas pet no Rio de janeiro. Os ecologistas apontam essas garrafas como uma das maiores poluidoras de nossos rios e mares. Quem nunca viu dessas aos montes boiando pela nossa bela Baia da Guanabara?

13- Sempre esteve ao lado dos estudantes. Seja os que foram covardemente presos na manifestação contra a visita do Obama, seja nos protestos da UNE e da UEE-RJ por meia passagem universitário e 10% do PIB para a educação. É comum vê-lo dando palestras nas universidades sobre os mais variados temas. E é assim que deve ser; tenho para mim que político que tem medo de estudante é porque está devendo.

Saiba mais sobre Robson e participe do mandato: http://robsonleite.com.br/

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O capitalismo está matando o futebol



Qualquer pessoa que goste de futebol sabe que esse jogo é o mais popular no mundo pois ultrapassa a barreira do esporte para tocar as artes. Lá está a dança, às vezes coreografada às vezes improvisada. Lá estão belas fotografias e grandes interpretações. Cego é que não vê que o futebol também se banha na fonte da religiosidade e do misticismo. Ele é pura magia!

Como esporte moderno e grande manifestação cultural de diversos povos, o futebol é, como tudo, suscetível a influência da esfera produtiva. Nesse novo capitalismo onde a produção imaterial tem cada vez mais importância os nossos sentimentos são capturados pelo sistema e postos a trabalhar para ele. O futebol e suas paixões não escapam dessa armadilha cruel.

O futebol é mercantilizado há muitos anos, afinal ele já surge dentro do sistema capitalista. O que quero dizer é que agora ele, mais de que nunca, corre o risco de deixar de existir como conhecemos. Para além da importante crítica política que deve ser direcionada às federações nacionais e à FIFA, instrumento central do capital para controlar o futebol, devemos prestar atenção em como ele se transformou em diversos aspectos para pior.

Em primeiro lugar, vemos algo que já era comum tomar proporções absurdas: a concentração de grandes jogadores na Europa, chegando ao ponto de o melhor jogador do Mundo, Lionel Messi, nunca ter jogado uma única partida por um time profissional de seu país, a Argentina. Em segundo lugar, há um investimento cientifico forte para tornar jogadores mais fortes e rápidos, o que naturalmente torna os jogos mais corridos e menos técnicos. A estética clássica do futebol é cada vez mais prejudicada pela priorização do “futebol de resultado”. Em terceiro vem a criminosa elitização dos estádios com ingressos caríssimos e cada vez menos assento populares. Por último e mais grave, destaco a intromissão direta, que geralmente beira o ridículo, das empresas capitalistas no futebol. Esse é o caso clássico da rede globo que, monopolista dos direitos de transmissão e lobista da confederação nacional, obriga os jogos dos dias de semana a serem transmitidos às 21:45 (péssimo horário para quem trabalha no dia seguinte) para encaixar na sua grade de programação sem atrapalhar a transmissão da novela. Um novo exemplo lamentável é a orientação dada pela diretoria do Palmeiras, clube patrocinado pela Fiat, para que seus jogadores comemorem gols simulando dirigir um carro. Se fosse patrocinado pelo papel higiênico Neve os jogadores simulariam estar limpando a bunda?

Mas tudo bem, a vida segue, Ricardo Texeira está cagando para esse meu texto.


Saudações Rubro Negras!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

UNE e CUT juntas por 10% do PIB para a educação



Essa semana começa em Goiânia o 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE). Para além da disputa pela diretória da entidade, há uma bandeira que une todas as correntes do movimento estudantil nacional: o investimento de 10% do PIB na educação.

Há dois anos a UNE aprovou no Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) um projeto bem avançado de reforma universitária com vários pontos que ao final buscavam um único impeto: o ensino público gratuito de qualidade para todos e todas numa universidade democrática, livre de opressões e que trabalhe para o conjunto da sociedade. O problema é que nada disso é possível se não houver verbas que sustentem essa transformação que desejamos. Por isso a UNE retorna a dar ênfase a luta pelo financiamento, uma das bandeiras mais básicas e antigas do movimento estudantil.

É bom lembrar que após o governo FHC, período de total precarização do ensino público no Brasil, houve uma importante recuperação do orçamento da educação durante o governo Lula (basta olhar o caso da UFRJ que passou de um orçamento de 40 milhões para 400 milhões). Porém, essa recuperação ainda é muito insuficiente e a UNE cumpre o importante papel de pressionar o governo. Aliás, o que só desmente a falacia contada pela direita e abraçada pela esquerda sectária de que a entidade tornou-se chapa branca.

Outro fator interessante desse 52º CONUNE é a aliança que a juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a mair central sindical do Brasil, e a UNE em torno dessa bandeira dos 10% do PIB para a educação. A importante união entre movimento estudantil e sindical, melhor explicada pelo sociólogo Anderson Campos em seu livro “Juventude e Ação Sindical – Crítica ao trabalho indecente” (que pode ser baixado aqui), é que ela preserva “o rumo estratégico da luta anticapitalista ao estabelecer tal integração com a constante inovação das formas de denúncia social e pressão popular, conduzidas por jovens militantes”¹. Ou seja, a união entre distintos movimentos, unificando pautas e lutas e respeitando as diferenças e singularidades, é muito mais construtivo na disputa real da sociedade do que o sectarismo e o denuncismo tolo praticado por alguns pequenos grupos do movimentos estudantil e sindical. Todos e todas juntos por 10% do PIB para a educação!

¹CAMPOS, Anderson. Juventude e Ação Sindical: Crítica ao trabalho indecente. Rio de Janeiro: Letra e Imagem, 2010. p. 156